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sexta-feira, 2 de maio de 2008

Duas décadas depois

Por fim volto a falar barato, depois de uma temporada com trabalho até ao pescoço vim postar o que andei a fazer estes dias.
No fim-de-semana passado estive com a MJo e os amigos dela de Erasmus em Donosti – San Sebastián. Andámos a passear pela cidade (tivemos sorte, só choveu quando estávamos quase a vir embora) e o ambiente familiar em casa da Itziar fez-me aperceber o quanto me faz falta a casa de Portugal, principalmente o 124.
Este fim-de-semana fiquei em Bilbao no Sábado, andei pela cidade a tirar fotos para um concurso de fotografia (por falar nisso, preciso da vossa ajuda!) e voltei a casa super cansada. No Domingo, vesti a parte de cima do biquini e, com esperança que tivesse tempo para me sentar na praia a ler Doris Lessing, peguei no MM e fui com a Catarina até Bakio, Bermeo, Gernika, Mundaka e mais os sítios onde me perdi mas não sei o nome. A paisagem continua lindíssima como sempre, o tempo é que não ajudou muito, estava um bocadinho nublado, mas uma temperatura amena. O biquini fica para a próxima.
Ah, é verdade, aconteceu uma coisa estranha, pelo caminho dois carros e uma mota disseram-me adeus. No início pensava que tinha as luzes ligadas, sim, porque aqui mal te vêem com as luzes ligadas de dia começam logo a girar o pulso num gesto de rodar de chave para as desligares, mas depois vi que não. Ou seja, das duas uma, ou é por ser mulher (sexismos à parte, mas todos sabemos que às vezes os homens têm uma estranha forma de estabelecer comunicação, o último que tentou estava no carro, no meio da estrada, a fazer fila e a gritar “tira-me um foto! Olha, tira-me uma foto!”) ou então sabem que sou filha do Carlos do Cantinho, suspeito que deve ser a segunda hipótese.
O que vos queria pedir é o seguinte: já tinha dito que andei a tirar fotos para mandar para o concurso, no qual se pretende uma visão nova de Bilbao, expressa em atitudes, pontos de vista diferentes, etc. Agora, que fotografia mando para concurso? (votação em http://cantinhorecondito.blogspot.com/)

Bjinhos,
Filipa Gonçalves

sábado, 12 de janeiro de 2008

Nu Artístico



Quando for grande vou tirar fotografias assim...
Quero mesmo tirar um curso mais sério de fotografia, qualquer coisa que me abra mais os horizontes, que me dê novas perspectivas sobre um mesmo assunto fotográfico, qualquer coisa que me faça pegar numa máquina e ter um resultado como os que estão no post.




O meu ícone no que toca a fotografia de Nu artístico a nível nacional é mesmo André Brito. A criatividade com que capta cada curva do corpo feminino é fantástica, não se deixa levar pelo facilitismo de disparar o obturador e captar uma simples mulher nua, põe sempre algo de seu em cada disparo. (Imagem à direita.) http://www.andrebrito.com/NUS.htm







Outra referência nesta área da fotografia é Sascha Huttenhain, fotógrafo alemão que apenas iniciou a sua actividade profissional em 1998, no entanto não há nenhuma foto em que se note o "amadorismo" do fotógrafo de 35 anos, antes pelo contrário, senão vejam o portfolio dele em http://www.huettenhain.com/mainen.html.
(foto à esquerda.)

Daqui a uns anos espero postar alguma fotografia destas tirada por mim...

sábado, 5 de janeiro de 2008

Sebastião Salgado




Sebastião Salgado é um fotógrafo brasileiro de renome internacional e um dos meus fotógrafos preferidos, por uma simples razão: tudo! O tema das fotografias, o facto de serem b&w, o curriculo impressionante que tem, a atitude dele, enfim...



Aqui fica um bocadinho da história deste SENHOR: Licenciou-se em economia e só mais tarde, em 1973, se dedicou à fotografia. Publicou o 1º livro em 1986, com fotografias da pobreza da América-latina, nesse mesmo ano, e fruto de 15 meses de colaboração com a organização Médicos Sem Fronteiras, publicou o seu 2º livro, O fim do Caminho, retratando a seca vivida na África setentrional. Entre 86 e 91 reuniu o retrato de trabalhadores que seriam tema do seu terceiro livro, Trabalhadores. De 1993 a 99 Sebastião Salgado dedicou-se a seguir os fluxos migratórios e daí surgiram os seus seguintes livros, Migrações e Crianças (2000), que trouxeram reconhecimento ao seu nome. Foi nomeado Representante Especial da UNICEF em Abril de 2001 pelo seu trabalho de fotojornalismo, cobrindo a situação de 41 países num espaço de 7 anos. Quando confrontado com o porquê de ter feito o que fez, SS reponde o seguinte:



"Espero que tanto como indivíduos, grupos ou uma sociedade, façamos uma pausa para pensar na condição humana na virada do milénio. Na sua forma mais brutal, o individualismo continua sendo uma fórmula para catástrofes. É preciso repensar a forma como coexistimos no mundo."




O seu trabalho resultou num total de 10 livros e muitas exposições "Desejo que cada pessoa que entre numa das minhas exposições seja, ao sair, uma pessoa diferente".